DECADÊNCIA SOCIAL
May 21st, 2008 at 4:06 am (CIÊCIAS HUMANAS, FILOSÓFICA)
É notório a qualquer observador social, verificar o progressivo avanço da decadência social patrocinado pelo visível desprezo ético e moral, flagranteando a evidente falência Institucional, como assim estivesse assistindo no conforto da poltrona, uma projeção cinematográfica do fadado e inoperante sistema educacional brasileiro.
Este agravo social tem sido objeto há décadas, alimento suplementar e nutritivo, à promoção pessoal e ascensão política e financeira a muitas facções, grupos e monopólios, gerando no universo das classes sociais, um desanimo dos direitos e deveres como cidadão.
Todo este apanhado de questionamentos, tem produzido nos últimos 20 anos, uma corrida desesperada de sobrevivência para manter o status social de muitas classes, outrora perdido pela avalanche do desgaste financeiro decorrido com a queda monetária e principalmente, diante acelerada defasagem salarial e desemprego, ocasionando um exaustivo desafio ao Instituto Família, gerando separações, suicídios, internações psiquiátricas e principalmente, desajuste familiar, o qual tem levado milhares de jovens á dependência química e alcoólica.
Todo este prognóstico está assentado, oriundo preliminarmente, na responsabilidade do agente público, no papel do professor, que aparentemente, fazendo uso da desonestidade e falta de ética, aceita os argumentos das editoras, vindo á adotar livros de duvidosa qualidade e tímido aprofundamento pedagógico, apenas com o intuito de “levar vantagem”, recebendo em contrapartida, livros para seus filhos que estudam em escolas particulares, fato lamentável e vergonhoso, pois caso contrário, nosso acervo literário seria muito bem dotado com maior enriquecimento técnico e pedagógico, orientando, ensinando e promovendo a Prevenção á dependência química, alcoólica e outras muitas.
Toda esta discrição vem se agigantando no lar, onde os pais por necessidade de manter o padrão de vida, trabalham incansavelmente dois longos expedientes, deixando os filhos sob a guarda de muitas pessoas inescrupulosas e descomprometidas, os quais se tornam pais adotivos involuntariamente, onde em verdade, não passam de promotores da dissociação familiar, fazendo com que os filhos batam á porta da dependência química e alcoólica, buscando adoção para seus mais diversos conflitos comportamentais e sociais, estigmatizados na confusa e alheia mente de um jovem adolescente no abismo da alienação da dependência.
Todo este descalabro social aqui ventilado vem empurrando bem para dentro do escuro abismo da dependência química, centenas e milhares de jovens e adolescentes, safenados pela sutil e evasiva presença física e moral dos pais, que preocupados apenas com a manutenção do status social do que com a formação da personalidade dos filhos, investe pesadamente em uma infinidade de cursos alternativos, pensando equivocadamente, está fazendo um laboral investimento educativo e social
ao complementar o Ensino básico, mas em verdade, não passam de ferozes torturadores da adolescência, encobrindo falhas de sua ausência através do compensado instrumento mais usado pela classe social emergente, a educação alternativa, coadjuvante e parceiro fiel de suas descabidas falhas no descumprimento do papel de pais e natos educadores.
O mais agravante de todo este episódio, tem se verificado na fluente demanda de renomados operadores sociais, que apadrinhados pela desova financeira em seus gigantes monopólios educacionais, resistem a todos os abalos das proposituras filosóficas de depuração moral e ética, convictos da sua sabedoria de aluguel, que o fato de maior relevância é a auto-suficiência empresarial, contemplado pela visível ignorância do naipe social emergente, atenuando o pesado fardo de sua culpabilidade perante o mitológico deus da riqueza grega “Pluto”, mestre e provedor de sua arrogância material ao bem-estar-comum de sua obesa conta bancária.
Já outros operadores sociais mais arrojados, debutantes das inúmeras e congestionadas faculdades de rua do país, resistem também, com seu aguçado temperamento duvidoso da sabedoria acadêmica, acreditando que a arte da ciência filosófica, deve limitar apenas na feitura das celebres citações e enunciações poéticas, esquecendo de lembrar, que a arte cientifica da filosofia, é cosmopolita na acepção filosófica universal.
Portanto, é constituída de Alma, Espírito e Matéria, conta com uma instrumental inspiradora sabedoria, que navega em todos os oceanos e mares das artes, da informação, do esclarecimento, da pesquisa, da aprendizagem e das soluções.
É alma e espírito quando ainda em estado abstrato, a partir em diante, posto em prática, se torna um riquíssimo e refinado objeto materializado visto e apreciado por todos nas descobertas farmacológicas, metal-mecânica, informática, nas engenharias aeronáuticas, navais e terrestres, nos laboratórios científicos da medicina genético-molecular e alimentícia, além de muitas outras importantes atribuições humanitárias, sociais e religiosas.
O fato mais intrigante e abusivo de todo o pensamento e leitura da gestação conflitante da sociedade emergente está assentado no seu consciente entendimento, que a dependência química e alcoólica seja uma doença, até ai tudo bem.
No entanto, por visível ignorância da matéria, diante da complexidade do assunto, desconhece que mesmo não sendo uma doença infecciosa, é extremamente contagiosa e patologicamente social, envolvendo situações de ruína moral, física e espiritual, além de incalculáveis prejuízos financeiros e econômicos, sem contar com um elevado número de problemas de caráter imprevisíveis, diante de a progressividade representar uma crescente evasão escolar, atingindo o ambiente do lar, no trabalho na escola e na sociedade, algo difícil de tratar, quase impossível de resolver e penoso para recuperar.